Os índices de Wall Street mostraram resiliência nesta terça-feira, impulsionados pela guinada do governo em direção a uma possível resolução diplomática com o Irã. O Dow Jones Industrial Average subiu cerca de 0,6%, puxado por ganhos de UnitedHealth e Amazon, enquanto o Russell 2000, índice de empresas de menor capitalização, tocou nova máxima histórica. O otimismo reflete um mercado que aprendeu, cada vez mais, a precificar a volatilidade das negociações geopolíticas de alto risco — mesmo com o recuo dos preços do petróleo em antecipação a uma desescalada.
Em entrevista ao programa "Squawk Box", da CNBC, o presidente Donald Trump expressou confiança em garantir um "grande acordo" com Teerã antes do prazo do cessar-fogo, previsto para quarta-feira. A retórica combinou, de forma característica, uma postura agressiva — com a afirmação de que o Irã está encurralado — e o aceno de um pacto superior ao acordo nuclear de 2015. Apesar do tom otimista, o presidente enfatizou que as forças americanas permanecem posicionadas para ação militar caso as negociações fracassem, sublinhando a margem estreitíssima entre um avanço diplomático e a retomada do conflito.
Volatilidade e apostas do mercado
A volatilidade da manhã foi amplificada por publicações nas redes sociais em que o presidente acusou o Irã de diversas violações do cessar-fogo. Ainda assim, o arrefecimento dos mercados de energia sugere que os investidores estão, no momento, apostando em uma saída diplomática — e não em um confronto armado. Com a aproximação do prazo sem qualquer sinal de prorrogação, os mercados seguem atrelados à capacidade do governo de converter a estratégia de pressão máxima em um cenário de segurança global mais estável.
Com reportagem de InfoMoney.
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