O WhatsApp há tempos funciona como a ferramenta padrão de comunicação no mundo, valorizado por sua simplicidade e criptografia de ponta a ponta. Agora, porém, a Meta sinaliza uma guinada rumo à personalização como fonte de receita. A empresa começou a testar o "WhatsApp Plus", uma assinatura premium que vai além das raízes utilitárias do aplicativo para oferecer aos usuários uma camada de controle estético e organizacional.

Segundo o WABetaInfo, o conjunto inicial de recursos do WhatsApp Plus é predominantemente cosmético. Assinantes ganham acesso a figurinhas premium com efeitos especiais, ícones personalizados para o aplicativo e a possibilidade de aplicar temas exclusivos à interface. No lado funcional, o plano amplia o limite de conversas fixadas para 20 e introduz toques personalizados para contatos específicos — recursos pensados para "prosumers" que gerenciam grandes volumes de correspondência e buscam melhor filtragem entre o que importa e o que é ruído.

A iniciativa espelha um experimento semelhante com o "Instagram Plus", o que sugere uma estratégia mais ampla da Meta para monetizar sua enorme base de usuários por meio de upgrades incrementais, sem restringir o acesso às funções essenciais. Embora o preço ainda não esteja definido — os testes variaram entre cerca de US$ 1 e US$ 3 por mês —, a experiência fundamental de troca de mensagens e chamadas continua gratuita. Trata-se de uma mudança sutil na filosofia de produto: a Meta não se limita mais a fornecer um canal para dados, mas passou a vender as ferramentas para decorá-lo.

Com reportagem de Engadget.

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