A Linha 6 do Metrô de Madrid, conhecida como "Circular", se prepara para um salto tecnológico que vai eliminar a necessidade de maquinistas até 2027. Para viabilizar a transição à automação completa, a operadora espanhola está redesenhando a segurança subterrânea: o que antes dependia do olhar atento de um condutor na cabine passará a ser monitorado por uma rede digital onipresente.
O projeto prevê a instalação de mais de 400 câmeras de alta precisão ao longo de 23,5 quilômetros de trilhos e em 28 estações. Com investimento estimado em 4 milhões de euros, o sistema tem como meta eliminar pontos cegos em áreas críticas — túneis, dutos de ventilação e saídas de emergência. O objetivo é que a tecnologia detecte fumaça, obstáculos ou presença não autorizada nos trilhos com mais agilidade do que a percepção humana.
Essa infraestrutura de vigilância contínua é a base para que a linha mais movimentada da capital espanhola, que transporta cerca de 400 mil passageiros por dia, opere de forma autônoma com segurança absoluta. Ao substituir os olhos do maquinista por sensores e câmeras posicionados em intervalos curtos, Madrid aposta numa vigilância multiplicada, capaz de antecipar anomalias antes mesmo que se tornem visíveis a olho nu.
Com reportagem de Xataka.
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