O cenário das telecomunicações no México se aproxima de um precipício regulatório. Faltando apenas 71 dias para o prazo final de 30 de junho, a Comisión Reguladora de Telecomunicaciones (CRT) lançou uma campanha nacional agressiva para obrigar os cidadãos a registrar suas linhas móveis. A iniciativa, que abrange redes sociais, plataformas governamentais e transporte público, busca evitar uma interrupção massiva de serviço que restringiria telefones não cadastrados apenas a chamadas de emergência.
A dimensão da inércia é expressiva. Das 161 milhões de linhas móveis atualmente em operação no país, apenas 30,2 milhões — cerca de 18,7% — foram vinculadas com sucesso ao cadastro nacional. Mais preocupante para as autoridades é a perda de ritmo: a média diária de linhas validadas caiu desde que a política foi implementada, em janeiro. Essa desaceleração sugere que a onda inicial de adesão espontânea já passou, deixando para trás uma maioria vasta e não responsiva.
Para as operadoras de telecomunicações, o que está em jogo é ao mesmo tempo logístico e existencial. Um fracasso em fechar essa lacuna de registros até meados do ano resultaria em uma perda massiva de clientes ativos, com milhões de linhas tornadas funcionalmente inúteis para comunicação padrão. Ao veicular "horário oficial" em mídias estatais e comerciais, a CRT tenta transformar uma exigência burocrática em prioridade pública antes que a janela de conformidade se feche de vez.
Com reportagem de Expansión MX.
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