O presidente Javier Milei deve apresentar nesta semana ao Congresso argentino um amplo projeto de reforma eleitoral, em mais uma investida contra o status quo institucional do país. O eixo central da proposta é a eliminação das Primárias Abertas, Simultâneas e Obrigatórias (PASO) — mecanismo característico do sistema político argentino que funciona como um ensaio geral financiado pelo Estado antes das eleições.
Além da extinção das PASO, o pacote legislativo pretende reformular o arcabouço de financiamento de campanhas. Ao endurecer as regras sobre como movimentos políticos são financiados e organizados, o governo Milei busca reduzir o custo fiscal do ciclo eleitoral e, ao mesmo tempo, ampliar a transparência de um sistema frequentemente criticado por sua ineficiência.
O projeto inclui ainda uma cláusula de "ficha limpa" que proibiria condenados criminalmente de disputar cargos públicos. A medida, apresentada como uma exigência moral, tem peso considerável num ambiente político em que diversas figuras de destaque enfrentam processos judiciais de longa data. Se aprovada, a reforma representaria uma recalibragem profunda na forma como o poder é disputado e conquistado em Buenos Aires.
Com reportagem de InfoMoney.
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