O equilíbrio frágil dos mercados globais de energia voltou a se deslocar nesta terça-feira, com o Brent, referência internacional do petróleo, avançando em direção ao patamar psicológico de US$ 100. O gatilho foi a deterioração visível das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, onde uma trégua há muito buscada parece cada vez mais improvável — o que ameaça manter uma parcela significativa da oferta fora do mercado global.

Os contratos futuros do Brent subiram 3% e fecharam a US$ 98,48 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência americana, avançou quase 3%, encerrando a US$ 92,13. A movimentação dos preços reflete um consenso crescente entre operadores de que um avanço nas negociações — que provavelmente aliviaria sanções e liberaria mais petróleo iraniano no sistema — não está mais no horizonte de curto prazo.

Essa nova escalada reforça a volatilidade persistente de uma economia global ainda fortemente dependente de combustíveis fósseis. Com o atrito geopolítico seguindo como principal motor das oscilações de mercado, o impasse serve de lembrete sobre a fragilidade contínua da segurança energética em uma era de tensões internacionais elevadas.

Com reportagem de Exame Inovação.

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