Para quem convive com alopecia areata severa, a condição vai muito além da estética — trata-se de um desafio autoimune persistente, no qual as próprias defesas do organismo atacam por engano os folículos capilares. Na segunda-feira, a Nektar Therapeutics divulgou dados de um estudo de um ano com seu medicamento experimental, o rezpeg, que sugerem que o tratamento prolongado pode oferecer uma via duradoura de recuperação para pacientes com perda capilar significativa.
Os resultados do ensaio clínico se concentraram em uma métrica conhecida como SALT Score 20 — um parâmetro que representa ao menos 80% de cobertura capilar no couro cabeludo. Após 12 meses de tratamento, 27% dos participantes nos grupos de dose baixa e dose alta atingiram esse limiar. O achado reforça a importância da persistência no tratamento de doenças autoimunes: o medicamento parece reconstruir de forma gradual o ambiente folicular do couro cabeludo ao longo do tempo.
Embora os resultados da Nektar ainda não tenham sido testados em um ensaio clínico comparativo direto com concorrentes já estabelecidos, os dados colocam o rezpeg em posição favorável. Seu desempenho parece equivalente — ou talvez superior — aos resultados de dose mais baixa do Olumiant, da Eli Lilly, atual referência para casos severos. No entanto, o uso do Olumiant é frequentemente moderado pela cautela dos médicos em relação ao seu perfil de segurança, o que abre espaço claro para novas alternativas terapêuticas capazes de demonstrar tanto eficácia quanto estabilidade no longo prazo.
Com reportagem de STAT News.
Source · STAT News (Biotech)



