Satélites mais perto da atmosfera
A NordSpace, startup aeroespacial canadense, garantiu uma nova rodada de financiamento de defesa para desenvolver satélites projetados para órbita terrestre muito baixa, conhecida como VLEO (Very Low Earth Orbit). Essas órbitas, situadas tipicamente abaixo de 300 quilômetros de altitude, oferecem vantagens significativas para imageamento e comunicação — como maior resolução e menor latência. No entanto, impõem desafios de engenharia consideráveis por conta do arrasto atmosférico mais intenso nessas faixas.
Infraestrutura espacial soberana
O contrato foi concedido por meio do programa Innovation for Defence Excellence and Security (IDEaS), do Departamento de Defesa Nacional do Canadá, e representa uma expansão estratégica para a empresa. Até então focada principalmente em capacidades de lançamento, a NordSpace sinaliza agora um movimento em direção à construção de infraestrutura espacial soberana. Ao desenvolver hardware próprio para VLEO, a empresa pretende fornecer ao governo canadense ativos dedicados e de alto desempenho, menos suscetíveis ao congestionamento e aos detritos das órbitas mais altas.
Tendência global entre potências médias
O avanço reflete uma tendência internacional mais ampla, na qual nações de médio porte priorizam cada vez mais capacidades espaciais domésticas para garantir segurança nacional e independência industrial. À medida que o ambiente orbital se torna mais congestionado e competitivo, a capacidade de operar com eficácia nas franjas "ignoradas" da atmosfera pode se converter em ativo estratégico decisivo para defesa e vigilância.
Com reportagem de SpaceNews.
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