O mandato de Tim Cook como CEO da Apple, iniciado sob a sombra da morte de Steve Jobs em 2011, chegará ao fim em setembro. A empresa anunciou na segunda-feira que Cook fará a transição para o cargo de presidente executivo do conselho, passando o comando a John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware. A mudança, aprovada por unanimidade pelo conselho de administração, sinaliza uma evolução controlada para a empresa que se tornou a entidade corporativa mais relevante do mundo.

Quando Cook assumiu, o ceticismo dominante girava em torno de uma pergunta: um especialista em operações seria capaz de preservar a alma de uma empresa guiada pelo design? Ao longo dos treze anos seguintes, Cook respondeu escalando a Apple para além do alcance de seus concorrentes. Sob sua gestão, a capitalização de mercado da companhia saltou de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões, e sua receita quase quadruplicou. Ele fez mais do que sustentar o ímpeto do iPhone — construiu um ecossistema vasto de serviços e dispositivos vestíveis que transformou a Apple em peça permanente da infraestrutura global.

A nomeação de Ternus sugere que o futuro imediato da Apple permanece ancorado no físico — no hardware que viabiliza a vida digital. Ao migrar para sua nova função consultiva, Cook deixa um legado definido pela genialidade logística e por uma expansão silenciosa e constante para mais de 200 países. É o encerramento de uma era que viu a Apple se transformar de iconoclasta do Vale do Silício em potência econômica soberana.

Com reportagem de Fast Company.

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