À medida que os painéis de televisão ficaram mais finos, as leis da física impuseram um compromisso inevitável na qualidade sonora. A ressonância necessária para graves profundos e médios bem definidos simplesmente não cabe numa moldura medida em milímetros. Essa lacuna técnica alimentou a ascensão da soundbar — uma categoria de hardware que prioriza eficiência espacial e simplicidade sem fio, sem abandonar por completo a busca por som de alta fidelidade.

As ofertas atuais do mercado, como a JBL Cinema SB180 e a Samsung HW-B450F, representam o meio-termo pragmático dessa evolução. Ambos os sistemas utilizam configuração de 2.1 canais, combinando uma barra compacta com um subwoofer sem fio para eliminar a poluição visual e logística dos home theaters tradicionais com cabeamento. Enquanto o modelo da Samsung aposta na potência bruta, com 300W e suporte a Dolby Audio, a proposta da JBL foca num formato compacto, projetado para desaparecer sob a tela.

Para quem busca uma experiência acústica mais envolvente, a transição rumo ao áudio espacial está se tornando mais acessível. A JBL SB595, por exemplo, incorpora drivers voltados para cima numa configuração de 3.1.2 canais, tentando replicar a verticalidade de uma sala de cinema dentro de um único dispositivo. É um sinal da maturidade do mercado que uma engenharia de áudio tão complexa — antes reservada a salas de escuta dedicadas — tenha sido condensada num formato pronto para o consumidor.

Com reportagem de Olhar Digital.

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