Plum Sykes, figura central da elite da moda nova-iorquina e ex-assistente de Anna Wintour, viu sua reputação ser questionada recentemente. A escritora, frequentemente citada como uma das inspirações reais para a implacável Miranda Priestly de *O Diabo Veste Prada*, tornou-se alvo de críticas após a divulgação de que estaria buscando estudantes para trabalhar sem remuneração em seu novo projeto pessoal.

A polêmica escalou quando detalhes sobre as exigências de Sykes vieram a público. O uso de estagiários "voluntários" para organizar arquivos e realizar pesquisas de cunho privado reacendeu um debate antigo, mas cada vez mais sensível, sobre a exploração de jovens profissionais em indústrias criativas. O que antes era visto como um rito de passagem necessário para ascender no mercado de luxo, hoje é lido como uma prática anacrônica e eticamente questionável.

O caso reflete uma mudança de paradigma no ambiente corporativo global. Se nos anos 2000 a figura da chefe tirânica e das jornadas exaustivas era glamourizada pela ficção, a era atual exige transparência e responsabilidade social. Para Sykes, o episódio serve como um lembrete de que as táticas de gestão que moldaram o imaginário da moda no século passado encontram pouca ressonância — e muita resistência — na economia moderna.

Com informações de Exame Inovação.

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