Enquanto a humanidade já aprendeu a colher os frutos do sol e do vento, as ondas do mar permanecem como um dos últimos grandes desafios da transição energética. A chamada energia undimotriz é vista como um "gigante adormecido": ao contrário da solar ou eólica, ela oferece um fluxo contínuo de energia, mas a violência do ambiente marinho sempre dificultou sua viabilidade técnica e comercial.

Na vanguarda dessa fronteira, a Galiza lançou o projeto Innomar. Instalado em Punta Langosteira, um dos cenários marítimos mais exigentes do planeta, o projeto consiste em um protótipo flutuante de última geração que funciona como um hub central. Sua missão é ambiciosa: conectar múltiplos dispositivos de geração marinha e escoar a eletricidade produzida para a terra através de uma única linha de transmissão.

Além da infraestrutura elétrica, o Innomar opera como um sistema nervoso digital no oceano. Equipado com sensores integrados, o hub monitora em tempo real não apenas o comportamento das ondas e correntes, mas também a biodiversidade local. Esse nível de monitoramento é essencial para entender como extrair energia de forma eficiente sem comprometer o ecossistema marinho.

Para a Espanha, que já é líder em outras fontes renováveis, o Innomar representa o salto necessário da teoria acadêmica para a prática industrial. Se bem-sucedido, o projeto pode transformar a costa galega em um laboratório vital para a autonomia energética europeia, provando que a força das marés é mais do que uma promessa distante.

Com informações de Xataka.

Source · Xataka