Na pacata cidade de Älmhult, na Suécia, sede da Ikea of Sweden, o designer Mikael Axelsson passou uma década assombrado por uma maquete em miniatura. O objeto — uma cadeira do tamanho de uma casa de bonecas, feita de arame curvado e espuma esculpida à mão — representava um desafio de design que escapa à gigante do varejo desde o fim dos anos 1990: como produzir mobiliário inflável que pareça um item legítimo de decoração, e não uma bola de ginástica disfarçada.

O conceito tomou forma pela primeira vez em 2014, nascido do desejo de reinventar a estética cafona e translúcida dos infláveis noventistas em algo sofisticado e estrutural. A transição de um protótipo do tamanho de uma Barbie para um móvel em escala real, porém, se mostrou difícil. Axelsson enfrentou dois obstáculos principais: a física das almofadas preenchidas com ar, que tendem a não oferecer o suporte ergonômico do estofamento tradicional, e a memória corporativa do fracasso comercial que a IKEA já havia acumulado com o formato décadas antes.

O projeto ganhou fôlego novo durante um sprint experimental recente de design. Axelsson e um pequeno grupo de designers foram incumbidos de desenvolver conceitos ousados para a próxima coleção IKEA PS — uma série recorrente e voltada ao design, conhecida por seu espírito escandinavo mais aventureiro. Ao retornar ao laboratório de prototipagem, Axelsson tenta resolver as limitações técnicas de sua "baleia branca", usando novos conhecimentos sobre materiais para finalmente tirar a cadeira da prateleira do escritório e levá-la até a sala de estar.

Com reportagem de Fast Company Design.

Source · Fast Company Design