Um experimento de US$ 9 bilhões

O Texas é hoje palco de um experimento arquitetônico de US$ 9 bilhões. Em suas cinco maiores cidades, o centro de convenções do tipo "big box" — historicamente definido por fachadas cegas e total indiferença ao entorno urbano — está sendo desmontado, ampliado ou inteiramente reconstruído. A onda de obras representa uma virada estratégica na forma como os centros urbanos do estado lidam com as estruturas colossais e frequentemente herméticas que dominam seus núcleos centrais.

O motor legislativo

O catalisador desse boom é tanto jurídico quanto arquitetônico. Legislações estaduais recentes, com destaque para o Senate Bill 1057, de 2023, abriram um novo canal de financiamento ao permitir que municípios capturem receita do imposto sobre ocupação hoteleira num raio de três milhas desses equipamentos. O fluxo de capital resultante deu a cidades como Dallas, Houston e San Antonio os meios para enfrentar os chamados "dark days" — os períodos em que esses pavilhões cavernosos ficam vazios, drenando a economia local e a vitalidade das ruas ao redor.

Porosidade urbana como filosofia de projeto

A nova filosofia de projeto aposta no que arquitetos chamam de "porosidade urbana". Liderada por escritórios como o Populous, a estratégia busca substituir os centros de convenções fortificados do final do século 20 por estruturas que olham para fora. Ao integrar comércio, praças públicas e fachadas transparentes, o Texas tenta costurar essas instalações de volta ao tecido da cidade, transformando-as de obstáculos em conectores.

Com reportagem de Dezeen Architecture.

Source · Dezeen Architecture