No universo do futebol internacional, o álbum de figurinhas é mais do que um passatempo: é um texto preditivo, um retrato do elenco futuro congelado em papel-cartão. O lançamento recente de uma coleção de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 na Espanha gerou debate imediato ao oferecer um "spoiler" não oficial sobre a provável composição da seleção brasileira.

O dado mais notável é a ausência de Neymar Jr., o atacante que definiu a identidade e o peso comercial da Seleção por mais de uma década. Embora esses elencos comerciais costumem ser fechados muito antes das convocações oficiais do treinador, a exclusão do astro do Al-Hilal sugere um consenso crescente entre analistas esportivos e licenciadores: a era Neymar pode estar chegando ao fim, à medida que o time se volta para uma nova geração.

O lançamento antecipado evidencia a complexidade logística do mercado global de produtos esportivos, em que fabricantes precisam apostar na disponibilidade e na condição física dos jogadores muito antes do início do torneio. Para torcedores e colecionadores, essas omissões raramente são vistas como meros descuidos administrativos — são tratadas como indicadores precoces de uma mudança de guarda na instituição esportiva mais escrutinada do mundo.

Com reportagem de Exame Inovação.

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