O domínio dos inibidores de PD-1 e a corrida pelos biespecíficos

O cenário oncológico atual é definido pela hegemonia dos inibidores de PD-1, uma classe de medicamentos que expõe células cancerosas ao sistema imunológico. Mas à medida que as patentes dos blockbusters mais bem-sucedidos da indústria se aproximam do vencimento, a corrida se deslocou para os "biespecíficos" — anticorpos engenheirados capazes de se ligar a dois alvos diferentes ao mesmo tempo.

Dados iniciais apontam sinal promissor

Novos dados da Sino Biopharm, parceira da Merck & Co., oferecem um primeiro vislumbre desse próximo capítulo. O medicamento experimental MK-2010 tem como alvo tanto o PD-1 quanto o VEGF, uma proteína que estimula o crescimento de vasos sanguíneos para alimentar tumores. Em um pequeno ensaio clínico de fase inicial, seis dos 11 pacientes com câncer de pulmão responderam a uma dose baixa da terapia, fornecendo um sinal preliminar de que atacar duas vias simultaneamente pode ser clinicamente viável.

Da era do anticorpo único ao design molecular multifuncional

Essa estratégia de ação dupla busca superar a resistência que frequentemente se desenvolve com terapias de alvo único. Ao ativar o sistema imunológico e, ao mesmo tempo, cortar o suprimento de nutrientes do tumor, a Merck e seus parceiros tentam consolidar sua liderança em um campo cada vez mais disputado por biológicos sofisticados. Embora as coortes de pacientes ainda sejam pequenas, os resultados representam um marco importante na transição da era do anticorpo único para a era do design molecular multifuncional.

Com reportagem de Endpoints News.

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