O Reebok Pump, artefato definidor de uma era entre o final dos anos 1980 e o início dos anos 1990, sempre foi tanto uma peça de engenharia quanto um tênis. Seu conceito central — um sistema de inflagem manual que permitia ao usuário ajustar o calce com um "pump" tátil na lingueta — transformou o calçado em experiência mecânica. Agora, enquanto a Reebok prepara uma retomada mais ampla da marca em 2026, a relojoaria suíça H. Moser & Cie. traduziu essa nostalgia mecânica em alta relojoaria com o Streamliner Pump.
A colaboração vai além de um exercício de marca; é uma homenagem estrutural. A caixa do relógio é fabricada em fibra de quartzo forjada, material raro na relojoaria que resulta em um acabamento fosco e discreto. A peça central, porém, é um pusher laranja vibrante posicionado na lateral da caixa. Imitando a ação do tênis original, pressionar o pusher fornece ao relógio sua "carga". Cada bombeamento individual entrega exatamente uma hora de energia ao movimento, transformando o ato de marcar o tempo em um engajamento manual e rítmico.
Oferecido em edições preta e branca limitadas a 250 unidades cada, o Streamliner Pump representa uma guinada subversiva para a Moser, marca conhecida por seus mostradores minimalistas de "conceito" e rigor técnico. Ao integrar o feedback tátil e lúdico de um tênis de basquete com três décadas de idade a um relógio de luxo, a colaboração explora a interseção entre artesanato de alto nível e a gravidade cultural duradoura da era de ouro do streetwear.
Com reportagem de Highsnobiety.
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