O mercado de tablets, há tempos preso num limbo entre a portabilidade do smartphone e a utilidade do laptop, vem se voltando cada vez mais para a produtividade especializada. O lançamento mais recente da Oppo, o Pad 5, é um exemplo claro dessa virada. Apresentado junto a uma linha mais ampla de hardware — incluindo o Find X9 Ultra e o Watch 3 Titanium —, o tablet chega não como um mero dispositivo de consumo de mídia, mas como uma ferramenta deliberada de criação digital.

O elemento central do Pad 5 é sua tela de 12,1 polegadas com resolução 2.8K, que adota proporção de 7:5. Essa geometria específica rompe com o padrão widescreen cinematográfico da última década e foi projetada para reproduzir as proporções do papel físico. Ao priorizar o espaço vertical, o dispositivo atende à ergonomia da leitura e da escrita — foco reforçado pela chegada da Oppo Pencil 2R e de um conjunto de ferramentas baseadas em IA voltadas à geração de conteúdo.

Por dentro, o hardware foi construído para resistência, não para espetáculo. Uma bateria de 10.500 mAh sustenta a tela de grande formato, acompanhada de carregamento de 33W e áudio com quatro alto-falantes. Embora o formato tablet ofereça pouca margem para inovação estética radical, a Oppo aposta que um ecossistema de software refinado e um preço competitivo — fixado em 399 euros — justificarão seu lugar num cenário digital saturado. É uma jogada voltada ao "prosumer" que enxerga a tela não apenas como uma janela, mas como uma tela em branco.

Com reportagem de Xataka.

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