Na Argentina, o ritmo de adoção tecnológica obedece ao pulso quadrienal da Copa do Mundo. Para muitas famílias, o torneio representa o momento definitivo de modernizar a sala de estar — uma tradição cultural em que a busca pela glória esportiva se espelha num investimento significativo em eletrônicos de ponta. Esse ciclo tem funcionado historicamente como motor confiável do mercado local de televisores, transformando um evento esportivo em vetor primário de evolução de hardware.

Telas cada vez maiores

A manifestação mais visível dessa tendência é a expansão constante do tamanho das telas. Segundo HS Jo, CEO e presidente da Samsung Latin America, o tamanho "padrão" de um televisor principal mudou drasticamente na última década. Em 2014, uma tela de 50 polegadas era considerada referência; em 2018, o patamar subiu para 55 polegadas e chegou a 65 polegadas em 2022. Com a aproximação da Copa de 2026, a indústria espera que os consumidores migrem para formatos de 75 polegadas ou mais, refletindo uma tendência mais ampla de design industrial rumo a telas imersivas que ocupam a parede inteira.

Tamanho não basta: a vez da inteligência artificial

A chegada ao mercado neste ano do Samsung OLED Vision AI 83 ilustra a convergência entre escala e poder computacional. Já não basta que um painel seja grande; agora ele precisa ser "inteligente". As unidades mais recentes utilizam processamento baseado em IA para aprimorar a resolução de transmissões e gerenciar o desfoque de movimento — recursos críticos para a alta velocidade de uma partida de futebol. Enquanto o mercado argentino se prepara para o próximo torneio, o televisor deixou de ser mero eletrodoméstico e se tornou uma peça sofisticada de infraestrutura, projetada para encurtar a distância entre o estádio e a sala de casa.

Com reportagem de La Nación.

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