O Pentágono encerrou oficialmente a exigência de que todos os militares dos Estados Unidos recebam a vacina anual contra a gripe. O secretário de Defesa Pete Hegseth anunciou a mudança na terça-feira, classificando a medida de saúde pública em vigor há décadas como um mandato "absurdo e abusivo" que, em sua avaliação, prejudica a prontidão de combate das Forças Armadas.

Em declaração em vídeo, Hegseth argumentou que a ideia de uma exigência universal — aplicada "em todas as circunstâncias, o tempo todo" — carecia de base racional. A decisão representa uma ruptura significativa com o protocolo militar estabelecido, que historicamente priorizou a imunidade coletiva para garantir que operações em larga escala e em espaços confinados não fossem comprometidas por doenças evitáveis.

A medida está alinhada a um esforço mais amplo do governo Trump para reduzir as recomendações federais de vacinação, incluindo as voltadas a crianças. Ela se soma à controversa revogação, em 2023, da obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 — política instituída pelo governo Biden que resultou na dispensa de milhares de militares que recusaram a imunização.

A mudança afeta aproximadamente 1,3 milhão de militares da ativa e 750 mil integrantes da Guarda Nacional e das Reservas. Embora a Organização Mundial da Saúde continue a recomendar a vacinação contra a gripe para praticamente todas as pessoas acima de seis meses de idade, a nova posição do Pentágono sinaliza uma virada em direção à decisão individual, em detrimento das exigências institucionais de saúde dentro das Forças Armadas.

Com reportagem de InfoMoney.

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