O mercado acionário brasileiro deu mais uma demonstração de sua sensibilidade característica aos ciclos globais de energia nesta segunda-feira. Após uma abertura hesitante, em que o Ibovespa chegou a operar brevemente no vermelho, o índice de referência virou para uma alta de 0,46% ainda pela manhã. A reversão foi sustentada quase exclusivamente pelos pesos-pesados do setor de energia, liderados pela estatal Petrobras.

A disparada nos preços do petróleo bruto forneceu o impulso necessário para a Petrobras, que segue como a principal força gravitacional da B3. Com os mercados internacionais de petróleo reagindo a mudanças na dinâmica de oferta, as ações da companhia subiram, carregando o índice mais amplo e compensando a volatilidade registrada mais cedo em outros setores.

Real firme abaixo de R$ 5

Em paralelo à alta na bolsa, o real manteve uma posição de resiliência relativa. O dólar americano seguiu sendo negociado abaixo da marca de R$ 5, patamar que funciona como âncora psicológica e econômica para os investidores domésticos. A combinação de crescimento puxado por commodities e estabilidade cambial sugere um mercado momentaneamente blindado das oscilações mais amplas que afetam os emergentes.

Com reportagem de Exame Inovação.

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