Com a B3 fechada por conta do feriado de Tiradentes, o termômetro das ações brasileiras se deslocou para Nova York nesta terça-feira. A sessão foi marcada por um recuo generalizado dos American Depositary Receipts (ADRs) brasileiros: o índice Dow Jones Brazil Titans 20 caiu 1,02%, para 282,17 pontos. Até o EWZ, principal ETF que replica a cesta de ações brasileiras, devolveu os ganhos da manhã e encerrou o dia em queda de 0,51%, refletindo a cautela dos investidores internacionais.
Em meio a esse cenário negativo, a Petrobras se destacou como exceção. Os ADRs da petroleira estatal avançaram quase 2%, impulsionados por uma forte alta nos preços globais do petróleo. O crude subiu quase 6% durante o pregão, puxado pela crescente incerteza geopolítica em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã. Esse vento favorável externo permitiu que a Petrobras se descolar do sentimento mais amplo do mercado brasileiro, que foi arrastado para baixo por papéis do setor industrial.
A divergência evidencia o papel da Petrobras como um ativo atrelado ao mercado global de commodities, e não apenas uma aposta na economia doméstica brasileira. Enquanto empresas dos setores financeiro e industrial — como Bradesco e CSN, esta última com queda superior a 5% — sofreram na sessão nova-iorquina, o setor de energia capitalizou a volatilidade da cadeia global de suprimentos. Para investidores, a movimentação do dia serviu como lembrete de que, mesmo quando os pregões domésticos estão em silêncio, a precificação das maiores empresas do Brasil segue sujeita às fricções da política internacional.
Com reportagem de InfoMoney.
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