O mercado global de energia volta a lidar com a volatilidade do Oriente Médio. Nesta segunda-feira, os futuros do petróleo registraram forte alta, impulsionados por uma combinação de fricções geopolíticas e pela expiração iminente de um cessar-fogo envolvendo o Irã. A disparada reflete um mercado cada vez mais sensível à fragilidade dos laços diplomáticos e ao risco de interrupções no fornecimento em uma região crítica.
Na sessão mais recente, o Brent, referência internacional, subiu 5,64% e fechou a US$ 95,42 por barril nos contratos para junho. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, seguiu trajetória semelhante, avançando 6,87% para US$ 89,61 na Nymex. O movimento recoloca o patamar psicológico e econômico de US$ 100 por barril no horizonte imediato de traders e formuladores de política.
A pressão altista é atribuída, em grande medida, à deterioração das relações entre Washington e Teerã. Com o cessar-fogo prestes a expirar, a ausência de um caminho diplomático claro introduziu um prêmio de risco significativo na precificação do petróleo. À medida que o prazo se aproxima, o impasse evidencia o emaranhamento persistente entre segurança energética global e a geopolítica regional.
Com reportagem de Exame Inovação.
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