Num ecossistema social em que o sucesso costuma ser medido por métricas de engajamento e a "economia da atenção" dita aspirações profissionais, uma parcela da juventude sueca escolhe um caminho mais institucional. Felix Pettersson, 18 anos, e Vera Gustafsson, 20, representam uma tendência de resistência ao estereótipo da Geração Z: são candidatos ao Riksdag, o parlamento da Suécia, onde a sub-representação de jovens segue sendo um abismo democrático.
A trajetória dessas figuras emergentes reflete o desejo de ocupar espaços de decisão real, em vez de apenas influenciar debates por meio de telas. Aida Birinxhiku, que em 2022 se tornou a parlamentar mais jovem do país, observa que a narrativa segundo a qual todos os jovens aspiram a ser influencers ou investidores do mercado financeiro é uma simplificação grosseira. Para ela e seus pares, a política partidária surge como a ferramenta mais eficaz para moldar o futuro de longo prazo.
O movimento sugere um retorno pragmático à polis. Enquanto as plataformas digitais oferecem uma ilusão de poder imediato, a estrutura legislativa proporciona a permanência necessária para reformas estruturais. Ao trocar o feed pelo plenário, essa nova guarda política busca garantir que decisões sobre clima, tecnologia e bem-estar social não sejam tomadas sem a devida consideração por quem vai conviver com suas consequências pelo maior período de tempo.
Com informações do Dagens Nyheter.
Source · Dagens Nyheter



