Acesso democratizado a um metal em alta

Num movimento que reflete a sofisticação crescente do mercado de varejo brasileiro, a XP Asset lançou o SLVR11 na B3. Primeiro ETF de prata criado por uma gestora nacional, o fundo chega em meio a uma valorização expressiva do metal, que acumulou alta de 118% em 2025. Com cotas iniciais a R$ 50 e taxa de administração de 0,3% ao ano, o produto democratiza o acesso a uma commodity historicamente ofuscada por sua prima mais reluzente, o ouro.

Estrutura espelha o GOLD11 e oferece dupla proteção

A estrutura do SLVR11 segue o modelo do ETF de ouro da própria XP (GOLD11), replicando o preço da prata fixado pela LBMA por meio da Intercontinental Commodities Exchange (ICE) e mantendo exposição à variação cambial. Essa dupla exposição é um componente central para investidores domésticos que buscam proteção tanto contra oscilações econômicas locais quanto contra instabilidades geopolíticas globais. O momento do lançamento não é casual: após o período de crescimento explosivo em 2025, a prata entrou em uma fase de volatilidade elevada em 2026, pressionada pelo aperto nas cadeias de suprimento e por mudanças no sentimento macroeconômico.

Metal precioso com vocação industrial

Para além de sua função como reserva de valor, a utilidade da prata está cada vez mais atrelada a aplicações industriais. Leonardo Vasques, gestor de portfólio da XP Asset, destaca que o metal ocupa um nicho singular dentro de um portfólio diversificado, fazendo a ponte entre um ativo defensivo e uma aposta na demanda industrial. À medida que a manufatura global e a infraestrutura tecnológica continuam a evoluir, o papel da prata como base condutora garante que ela seja mais do que um simples instrumento especulativo.

Com reportagem de InfoMoney.

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