Cultura de arquibancada como ponto de partida

O cruzamento entre sportswear e patrimônio cultural ganhou uma expressão sofisticada na segunda coleção colaborativa entre a PUMA e a designer londrina Priya Ahluwalia. Lançada antes da Copa do Mundo de 2026, a cápsula funciona como uma investigação da cultura do futebol africano, traduzindo a energia cinética do estádio em peças elevadas que conectam o atletismo de arquivo ao streetwear contemporâneo.

Raízes indo-nigerianas na estética esportiva

Ahluwalia, cujo trabalho frequentemente explora suas raízes indianas e nigerianas, buscou nas culturas de torcida de países como Marrocos e Nigéria as referências estéticas da coleção. O icônico tracksuit PUMA T7 é reimaginado aqui com grafismos que evocam de forma abstrata o movimento coletivo de uma torcida em festa. Em outras peças, conjuntos de malha texturizada no verde nigeriano utilizam padrões ondulados que se tornaram marca registrada da linguagem de design de Ahluwalia, ancorando o sportswear em um contexto artesanal específico.

Fibras recicladas e coletivismo cultural

Para além das revisões estéticas, a coleção reforça a consciência material com o uso de fibras recicladas. A linha de calçados, que inclui uma releitura do slip-on V-S1, mantém esse equilíbrio entre reverência ao arquivo e utilidade contemporânea. Ao colocar o "coletivismo cultural" do esporte no centro da proposta, a colaboração vai além do branding simples e oferece uma leitura mais nuançada de como gigantes globais do atletismo podem dialogar com identidades regionais.

Com reportagem de Hypebeast.

Source · Hypebeast