Um clarão verde sobre a costa inglesa
Na madrugada de domingo, o céu sobre a costa leste da Inglaterra e partes do norte da Europa foi tomado por um brilho fugaz de tom esmeralda. Pouco depois da meia-noite de 13 de outubro, um meteoro — chamado de bola de fogo nos círculos astronômicos — cruzou a atmosfera e deixou um rastro vívido, registrado tanto por câmeras de campainha quanto por observadores noturnos.
Por que o brilho verde
O tom verde característico do meteoro é subproduto de sua composição química. Quando detritos espaciais entram na atmosfera terrestre em alta velocidade, o atrito atmosférico gera calor intenso e vaporiza o objeto. A luz resultante costuma refletir os elementos presentes na rocha; neste caso, o verde vibrante sugere alta concentração de níquel ou magnésio. Eventos assim, embora efêmeros, funcionam como lembrete visceral do bombardeio constante e invisível que nosso planeta enfrenta dos detritos ancestrais do sistema solar.
Temporada de bolas de fogo
O avistamento coincide com o que se costuma chamar de "temporada de bolas de fogo", um período no outono do hemisfério norte em que a frequência de meteoros excepcionalmente brilhantes tende a aumentar. Diferentemente das chuvas de meteoros mais comuns, que produzem riscos tênues e quase imperceptíveis, essas bolas de fogo são substanciais o bastante para arder por mais tempo e com mais intensidade na alta atmosfera — uma breve interrupção cinematográfica na quietude da costa rural.
Com reportagem de Exame Inovação.
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