Durante audiência na Câmara dos Representantes nesta quinta-feira, o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., fez uma defesa enfática da Food and Drug Administration e de seu comissário, Marty Makary. O depoimento chega em um momento delicado para a agência, que se encontra entre o mandato de reforma institucional do governo e os interesses consolidados do setor de ciências da vida.

As declarações de Kennedy se concentraram nas pressões externas significativas enfrentadas por Makary, sugerindo que o comissário enfrenta um cerco de influência da indústria farmacêutica. Ao enquadrar Makary como uma figura resistente à "captura regulatória", Kennedy buscou blindar a liderança da FDA contra o ceticismo manifestado por diversos congressistas republicanos.

O embate evidencia uma mudança de dinâmica em Washington. O tradicional ceticismo conservador em relação ao excesso regulatório agora se depara com um governo que enxerga a FDA não apenas como uma reguladora hiperativa, mas como uma instituição que precisa de um desacoplamento cultural profundo em relação às empresas que supervisiona. A defesa sinaliza que a cúpula do HHS vê suas reformas internas como um atrito necessário contra o status quo do desenvolvimento e da aprovação de medicamentos.

Com reportagem de Endpoints News.

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