A Riachuelo, pilar do varejo de moda brasileiro há quase 80 anos, passa por uma reestruturação arquitetônica calculada. Três anos após a chegada do CEO André Farber, a empresa de R$ 13 bilhões sinaliza que seu futuro será definido menos pela expansão tradicional de lojas físicas e mais pelos ecossistemas técnicos construídos nos bastidores.

O eixo dessa virada é Curitiba, cidade que funciona cada vez mais como laboratório de inovação operacional e digital da companhia. Ao concentrar seus esforços de modernização nesse polo tecnológico regional, a Riachuelo tenta resolver o dilema clássico das grandes incumbentes: como se mover com a agilidade de uma empresa nativa digital sem sacrificar a escala de um negócio bilionário.

Os resultados desse realinhamento estratégico começam a aparecer na saúde financeira da companhia. A abordagem de Farber indica foco na infraestrutura fundamental do varejo — otimização da cadeia de suprimentos e integração digital — para retomar uma posição dominante num setor cada vez mais disputado por players globais agressivos de fast fashion.

Com reportagem de Exame Inovação.

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