Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e figura de destaque do Partido Novo, reafirmou seu compromisso com a corrida presidencial, enquadrando sua candidatura como uma necessidade estratégica para a direita brasileira. Em entrevista recente à CNN Brasil, Zema argumentou que um campo lotado de candidatos conservadores não é sinal de fraqueza, mas sim uma vantagem tática. Ao lançar múltiplos nomes, segundo ele, a direita obriga o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a diluir sua "artilharia" política em vez de concentrar fogo em um único alvo.
O discurso de Zema se apoia fortemente em sua identidade de gestor tecnocrático — um contraste deliberado com figuras mais carregadas ideologicamente dentro da direita brasileira, como o senador Flávio Bolsonaro ou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Ele cita com frequência seus trinta anos de carreira como empresário, mencionando os milhões de quilômetros rodados para construir um império varejista em centenas de cidades, como prova de uma liderança pragmática e orientada a resultados. Essa marca "gerencial" faz parte de um esforço mais amplo para atrair eleitores cansados da polarização associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Embora o primeiro turno possa registrar uma oposição fragmentada, Zema é claro quanto ao objetivo final: unificação total no segundo turno. Sua estratégia reflete uma aposta calculada de que a direita consegue acomodar diferentes matizes de conservadorismo — de empresários com inclinação libertária a populistas tradicionais — antes de se aglutinar contra o PT. Para Zema, a disputa é menos sobre pureza ideológica e mais sobre uma transição logística da eficiência empresarial para a governança nacional.
Com reportagem de InfoMoney.
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