Na esteira do desempenho recorde de bilheteria de Deadpool & Wolverine, Ryan Reynolds já traça uma trajetória mais discreta para seu anti-herói. O ator sugeriu recentemente que o futuro de Deadpool provavelmente está fora da estrutura tradicional de filme solo, sinalizando uma migração para trabalhos de elenco coral em vez de mais uma aventura individual.

A mudança espelha uma tendência crescente no complexo industrial das franquias. À medida que o Marvel Cinematic Universe (MCU) lida com os retornos decrescentes de arcos individuais de personagens, o estúdio aposta cada vez mais no modelo de "evento" — filmes em que os personagens funcionam como ingredientes de uma receita maior e de alto risco. Reynolds parece reconhecer que a marca registrada de Deadpool, a ironia que quebra a quarta parede, talvez funcione melhor como tempero do que como prato principal.

Ao se afastar das exigências de um papel protagonista, Reynolds pode estar tentando preservar a potência cultural do personagem. Numa era em que o público demonstra fadiga crescente diante da supersaturação, a transição de protagonista para agente disruptivo estratégico pode garantir a Deadpool uma vida útil mais longa e sustentável dentro de um cenário cinematográfico que atravessa sua própria revolução silenciosa.

Com reportagem de Exame Inovação.

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