Na Milan Design Week, a exposição "Design Is an Act of Love" da Samsung ofereceu mais do que uma vitrine de hardware — apresentou um manifesto para a próxima era da vida doméstica. No centro dessa visão está o Project Luna, um dispositivo conceitual com tela redonda giratória e uma personalidade mecânica que remete ao Luxo Jr. da Pixar. Ele funciona como âncora física de uma tese mais ampla: a de que a inteligência artificial está superando os limites do smartphone e migrando para os espaços compartilhados do lar.

Sob a direção de Mauro Porcini, primeiro chief design officer estrangeiro da Samsung, a empresa caminha rumo a uma linguagem visual unificada para a inteligência ambiente. Seja num smartphone tri-fold ou numa geladeira inteligente, a IA da Samsung é representada por um orbe pulsante — um motivo gráfico que fica em algum lugar entre um olho humano e a lente vermelha brilhante do HAL 9000. Essa "IA comunal" foi projetada para saltar de tela em tela, transitando sem fricção entre aparelhos para coordenar a coreografia digital da casa.

Embora Porcini ressalve que o Project Luna continua sendo um conceito, a exposição sinaliza uma guinada estratégica na forma como interagimos com a tecnologia. O objetivo é abandonar a experiência isolada e individual da tela de vidro da computação pessoal em direção a uma inteligência mais integrada e ambiental. Ao dotar esses objetos de um senso de "charme mecânico", a Samsung aposta que o futuro da IA depende tanto de ressonância emocional e design industrial quanto de poder bruto de processamento.

Com reportagem de Fast Company.

Source · Fast Company