Arena a céu aberto

As areias de Copacabana funcionam há tempos como um imenso laboratório a céu aberto de gestão de multidões urbanas. No dia 2 de maio, o palco receberá Shakira, em um show que deve atrair centenas de milhares de pessoas ao litoral do Rio de Janeiro. Para além do espetáculo em si, o evento já pressiona de forma significativa a infraestrutura de transporte regional da cidade.

Rodoviária como nó crítico

Segundo dados da Rodoviária do Rio, principal terminal rodoviário da cidade, cerca de 215 mil passageiros devem passar por seus portões durante a janela do evento. O volume reforça o papel do terminal como nó crítico na rede de transporte doméstico do Brasil, sobretudo quando a cidade se volta para o turismo cultural de alta densidade.

Resiliência operacional em teste

Administrar um fluxo dessa magnitude exige mais do que ajustes de grade horária — expõe a complexidade logística de sediar megaeventos dentro de um corredor urbano densamente povoado. À medida que o Rio segue usando sua geografia natural como palco para o entretenimento global, a pressão sobre seus terminais de transporte funciona como teste recorrente de resiliência operacional da cidade.

Com reportagem de Exame Inovação.

Source · Exame Inovação