Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta segunda-feira em território negativo, com mais um capítulo do frágil equilíbrio geopolítico no Oriente Médio. O estopim foi o novo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, após apreensões de embarcações e bloqueios sustentados dos Estados Unidos a portos iranianos. O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq registraram perdas moderadas, refletindo um mercado dividido entre a volatilidade imediata nas cadeias de suprimento e a possibilidade de um avanço diplomático.

A interrupção em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo fez os preços do petróleo dispararem, revertendo parte das quedas acentuadas da semana passada. O movimento deu fôlego ao setor de energia: ações da Exxon Mobil e da Devon Energy avançaram com a alta de 5% no barril de petróleo. Na direção oposta, a perspectiva de custos mais elevados de combustível pesou sobre o setor de transporte aéreo — a American Airlines registrou queda expressiva, pressionada pela combinação de custos operacionais crescentes e pela incerteza generalizada do mercado.

Apesar da tensão, a reação dos mercados foi relativamente contida. Analistas do Macquarie observaram que os preços dos ativos financeiros se mantêm em grande parte estáveis, sinalizando que os investidores ainda não descartaram a possibilidade de uma resolução. As atenções se voltam agora para o Paquistão, onde representantes das duas nações têm encontro marcado para amanhã, em uma nova rodada de negociações. Por ora, o mercado permanece em compasso de espera, equilibrando a realidade de um estreito fechado com a perspectiva de um acordo permanente.

Com reportagem de InfoMoney.

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