Rali encontra teste de realidade
A escalada recente do S&P 500 até patamares recordes enfrenta um duro confronto com a realidade nesta abertura de semana. Após um período de otimismo que levou o petróleo a US$ 90 por barril e alimentou a expectativa de um avanço diplomático iminente, o cenário geopolítico voltou a pender para a volatilidade. A paz frágil que Wall Street tentava precificar deu lugar a um novo episódio de atrito no Estreito de Ormuz, onde a Guarda Revolucionária do Irã teria aberto fogo contra embarcações comerciais.
Posições se endurecem no fim de semana
A escalada veio após um fim de semana de endurecimento de posições. Autoridades iranianas emitiram alertas de que qualquer navio que se aproximasse do corredor marítimo seria tratado como violador do cessar-fogo em vigor. Além disso, Teerã sinalizou que não participará da segunda rodada de negociações prevista com os Estados Unidos em Islamabad, citando o bloqueio naval americano como obstáculo intransponível. A decisão paralisa, na prática, um processo diplomático que, poucos dias atrás, parecia caminhar para uma resolução.
De acordo iminente a ameaças de retaliação
A mudança de tom é talvez mais visível em Washington. O presidente Donald Trump, que na sexta-feira sugeriu que um acordo estava praticamente fechado, passou no domingo a ameaçar destruir usinas de energia e pontes iranianas caso as negociações fracassem por completo. Essa guinada abrupta de volta à retórica belicosa evidencia o quanto o rali recente dos mercados foi construído sobre expectativas, e não sobre o terreno firme de um acordo formal. Enquanto operadores se preparam para uma abertura instável, o prêmio pela certeza nunca esteve tão alto.
Com reportagem de InfoMoney.
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