Os mercados de energia voltam a lidar com a geografia frágil do Estreito de Ormuz. Na segunda-feira, os preços do petróleo dispararam à medida que a escalada de tensões navais entre Estados Unidos e Irã rompeu a relativa calmaria da semana anterior. O West Texas Intermediate (WTI) com entrega para maio subiu quase 6%, fechando a US$ 87,47 o barril, enquanto o Brent avançou 4,86%, a US$ 94,77 — uma reversão brusca em relação às perdas percentuais de dois dígitos registradas poucos dias antes.
O estopim da alta foi uma série de confrontos no Golfo de Omã. No fim de semana, a Marinha dos EUA interceptou e apreendeu um navio de carga com bandeira iraniana após a embarcação supostamente ignorar ordens de parada. Em publicação no Truth Social, o presidente Donald Trump afirmou que um destróier lança-mísseis americano tomou o navio sob custódia depois que ele tentou contornar um bloqueio naval aos portos iranianos. A intervenção ocorreu na sequência de um ataque iraniano a um petroleiro comercial no sábado, no qual lanchas da Guarda Revolucionária teriam disparado contra a embarcação, segundo o United Kingdom Maritime Trade Operations.
Esse ciclo de apreensões e retaliações evidencia a vulnerabilidade persistente das cadeias globais de suprimento de energia diante da instabilidade regional. Embora os mercados tenham se concentrado recentemente na desaceleração da demanda, a segurança física do Estreito permanece como fator primário de volatilidade nos preços. Com os EUA mantendo sua postura naval e o Irã demonstrando disposição para assediar a navegação comercial, o prêmio de risco sobre o petróleo tende a seguir elevado — reflexo de um cenário geopolítico em que rotas comerciais críticas são cada vez mais disputadas.
Com reportagem de InfoMoney.
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