O Breakthrough Prize, frequentemente chamado de "Oscar da ciência", reconheceu este ano um marco fundamental na medicina regenerativa. Jean Bennett, bióloga molecular, e Albert Maguire, oftalmologista, foram laureados pelo desenvolvimento do Luxturna, a primeira terapia gênica aprovada para tratar uma forma hereditária de cegueira. O prêmio de US$ 3 milhões é compartilhado com a médica Katherine High, peça-chave no projeto que se estendeu por um quarto de século.

A trajetória do casal, que se conheceu durante a dissecação de um cérebro na faculdade, é marcada por uma dedicação quase pessoal à causa. Durante os 25 anos de pesquisa, Bennett e Maguire chegaram a adotar dois cães que haviam sido tratados experimentalmente e recuperado a visão. O sucesso do Luxturna não é apenas um feito técnico; ele representa uma mudança de paradigma na forma como doenças genéticas antes consideradas incuráveis são abordadas pela ciência moderna.

O impacto humanitário da descoberta é ilustrado por relatos de pacientes que, após o tratamento, conseguiram enxergar o rosto de seus filhos pela primeira vez. Ao focar na correção de mutações genéticas específicas na retina, a equipe abriu caminho para uma nova era de terapias personalizadas, provando que a edição genética pode, de fato, restaurar funções biológicas fundamentais e transformar vidas.

Com informações de The Guardian Science.

Source · The Guardian Science