O cenário de venture capital em biotecnologia costuma seguir uma geografia previsível, mas o lançamento da Tortugas Neuroscience aponta para uma estratégia mais globalizada no enfrentamento de distúrbios neurológicos complexos. Com US$ 106 milhões em uma rodada Series A liderada por Cure Ventures, The Column Group e AN Ventures, a startup se posiciona como um elo entre moléculas promissoras desenvolvidas na Ásia e o pipeline clínico norte-americano.
Os esforços iniciais da Tortugas se concentram em quatro ativos distintos. Dois deles, licenciados da chinesa Jiangsu Hansoh Pharmaceutical Group, têm como alvo esquizofrenia e zumbido — um movimento que evidencia a crescente sofisticação do setor de biotecnologia chinês para além de seu foco recente em oncologia e saúde metabólica. Os outros dois, obtidos junto à gigante farmacêutica japonesa Eisai, destinam-se ao tratamento de epilepsia focal e encefalopatias.
Ao adquirir esses ativos para ensaios clínicos de fase intermediária nos Estados Unidos, a Tortugas aposta em um modelo descentralizado de descoberta de fármacos. Em vez de construir um pipeline do zero, a empresa atua como uma arquiteta especializada, refinando ciência já existente para enfrentar os obstáculos regulatórios e clínicos notoriamente difíceis dos distúrbios do sistema nervoso central.
Com reportagem de STAT News.
Source · STAT News (Biotech)



