Islamabad desponta como palco decisivo — ainda que frágil — para uma diplomacia de alto risco. Autoridades iranianas sinalizaram disposição para enviar uma delegação à capital paquistanesa nesta semana, para uma segunda rodada de negociações, segundo fontes do governo do Paquistão. A possível reunião sugere uma reabertura cautelosa dos canais diplomáticos entre Teerã e Washington, com a mediação de um intermediário neutro.

As conversas propostas ganham peso adicional pelo envolvimento recente do governo Trump. Com a participação esperada do vice-presidente JD Vance e de uma equipe americana, o diálogo representa uma guinada em direção ao engajamento direto. O presidente Trump indicou que consideraria um encontro pessoal com a liderança iraniana caso essas discussões preliminares, conduzidas por seu vice, demonstrem avanço substantivo rumo à desescalada.

A logística do encontro permanece cercada de sigilo. Autoridades paquistanesas, citando preocupações de segurança, recusaram-se a divulgar agendas de viagem ou detalhes sobre as delegações, classificando o processo diplomático como em "fluxo constante". Por ora, a questão central é se as duas potências rivais conseguirão ir além dos sinais e construir um arcabouço funcional de negociação.

Com reportagem de InfoMoney.

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