A cidade antiga de Teotihuacán, vasto complexo de pirâmides e praças pré-colombianas ao norte da Cidade do México, sempre funcionou como um monumento silencioso à história mesoamericana. Em um dia normalmente marcado pela subida constante de milhares de turistas, esse silêncio foi estilhaçado. Segundo autoridades locais de segurança, um atirador solitário abriu fogo do topo de uma das pirâmides principais do sítio, matando uma turista canadense e ferindo outras quatro pessoas antes de tirar a própria vida.

O incidente é uma anomalia gritante para a zona arqueológica, que recebeu mais de 1,6 milhão de visitantes no último ano e é amplamente considerada um refúgio seguro, distante dos desafios de segurança que afetam outras regiões do país. Além dos disparos, o caos do momento provocou ferimentos secundários — ao menos dois visitantes precisaram de atendimento médico após quedas durante o pânico que se seguiu.

A presidente Claudia Sheinbaum se manifestou sobre a tragédia nas redes sociais, expressando profunda tristeza e confirmando que uma investigação completa está em andamento. Para um país que depende fortemente de seu patrimônio cultural como pilar da indústria turística, a falha de segurança em um marco tão emblemático levanta questões difíceis sobre a proteção de espaços públicos que são, ao mesmo tempo, historicamente significativos e inerentemente difíceis de monitorar.

Com reportagem de InfoMoney.

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