Jonathan Caravello, professor de 38 anos na California State University Channel Islands, começa a ser julgado nesta segunda-feira por ações praticadas durante um protesto contra uma operação federal. O episódio ocorreu em uma fazenda de cannabis próxima à universidade, onde agentes do Federal Immigration and Customs Enforcement (ICE) foram recebidos por uma multidão de manifestantes. Caravello, que também atua como representante sindical e leciona filosofia, acabou no centro de uma escalada caótica entre agentes federais e a população.
Relatos de testemunhas descrevem Caravello reagindo a latas de gás lacrimogêneo lançadas pelos agentes. Quando uma delas caiu perto de seus pés, ele teria arremessado o artefato em arco, para longe da multidão e de volta na direção do perímetro federal. Momentos depois, interveio para retirar outra lata que havia ficado presa sob uma pessoa em cadeira de rodas. A defesa de seus companheiros de protesto foi respondida com força imediata: agentes imobilizaram Caravello no chão e o transportaram através de um bloqueio de manifestantes até uma unidade de detenção a cerca de 110 quilômetros dali, em Los Angeles.
O julgamento começa sob os olhos atentos de colegas e alunos de Caravello, que organizaram uma busca improvisada após seu desaparecimento sob custódia federal. O caso evidencia o atrito entre a ética individual e os protocolos rígidos da aplicação da lei federal. Para um filósofo cujo trabalho frequentemente envolve a interrogação do poder e da justiça, o julgamento representa uma aplicação literal desses conceitos abstratos dentro do sistema jurídico americano.
Com reportagem de Daily Nous.
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