Por mais de uma década, o WhatsApp funcionou como uma utilidade digital — uma ferramenta de comunicação espartana e confiável que, em grande medida, dispensou os recursos expressivos de seus concorrentes. Agora, porém, um novo plano experimental indica que a Meta está pronta para transformar a plataforma de mensagens em um ecossistema mais convencional de geração de receita. Batizado de "WhatsApp Plus", o serviço de assinatura está sendo testado com um grupo restrito de usuários, sinalizando uma virada rumo ao modelo freemium que se tornou padrão entre as plataformas sociais contemporâneas.

As funcionalidades propostas são essencialmente cosméticas, focadas em melhorias de experiência que usuários avançados costumam desejar. Assinantes teriam acesso a pacotes exclusivos de figurinhas, ícones personalizados para o aplicativo e diversos temas de interface para customizar o uso. No campo mais prático, o serviço amplia os limites organizacionais da plataforma, permitindo fixar até 20 conversas — um salto considerável em relação ao limite atual de três — e oferecendo toques de chamada premium para diferenciar ligações recebidas.

A iniciativa acompanha uma tendência mais ampla do setor, em que plataformas como Telegram e X conseguiram restringir funcionalidades não essenciais atrás de assinaturas mensais. Para a Meta, o desafio está em equilibrar a busca por novas fontes de receita com o ethos minimalista que fez do WhatsApp um padrão global. Embora a experiência central de mensagens continue gratuita, o "Plus" representa uma aposta de que os usuários estão dispostos a pagar por uma identidade digital mais personalizada dentro do aplicativo que mais utilizam.

Com reportagem de The Verge.

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