A vida após a morte no cinema costuma ser tão imprevisível quanto os apocalipses que ele retrata. Depois de anos de rumores e entraves no desenvolvimento, a sequência do sucesso de 2007 Eu Sou a Lenda finalmente encontrou seu comando. Steven Caple Jr., conhecido por Creed II e Transformers: O Despertar das Feras, assinou oficialmente para dirigir o projeto — um sinal definitivo de que um dos cenários de "e se…" mais persistentes de Hollywood está, enfim, saindo do papel.

O maior obstáculo da produção sempre foi sua própria história. O filme original, baseado no romance de 1954 de Richard Matheson, terminou de forma célebre com a morte do protagonista Robert Neville. A sequência, porém, deve se apoiar no final alternativo lançado em DVD — uma adaptação mais fiel ao material de origem — no qual Neville sobrevive. Essa virada narrativa permite o retorno de Will Smith ao papel, agora acompanhado por Michael B. Jordan como coprotagonista e produtor.

A parceria marca a primeira vez que os dois atores dividem a tela, uma decisão que confere ao projeto peso cultural e comercial considerável. Embora os detalhes do roteiro permaneçam em grande parte sob sigilo, a expectativa é de que o filme explore um mundo décadas após o surto inicial, examinando como a natureza e os "infectados" retomaram a expansão urbana. Trata-se de um estudo sobre a persistência de franquias — a prova de que, mesmo no deserto do limbo de desenvolvimento, algumas histórias se recusam a ficar enterradas.

Com reportagem de Numerama.

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