Um espetáculo com quase três mil anos de história
Há quase três milênios, a humanidade documenta a chegada anual das Líridas, uma das mais antigas chuvas de meteoros conhecidas. Nesta semana, o fenômeno celeste retorna ao seu pico e oferece aos observadores do céu uma rara conexão com um ciclo registrado pela primeira vez em 687 a.C. Embora a chuva produza tipicamente modestos 10 a 20 meteoros por hora, sua importância histórica e eventuais "explosões" — que podem gerar até 100 rastros por hora — garantem seu lugar cativo no calendário astronômico.
Migalhas de cometa na atmosfera
O espetáculo resulta da interseção da órbita terrestre com a trilha de detritos do Cometa Thatcher. Ao atravessar esse campo de "migalhas cometárias", os fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade e se desintegram nos rastros luminosos e coloridos popularmente conhecidos como estrelas cadentes. Segundo a NASA, essas trilhas de poeira são deixadas para trás toda vez que um cometa contorna o Sol, criando janelas previsíveis em que os detritos e a nossa atmosfera inevitavelmente colidem.
Quando e como observar
A visibilidade será maior no Hemisfério Norte durante as horas que antecedem o amanhecer de quarta-feira, embora o pico comece já na noite de terça-feira. Astrônomos recomendam direcionar o olhar para a constelação de Lira e sua estrela mais brilhante, Vega, que funciona como ponto radiante. Observadores experientes, no entanto, sugerem olhar ligeiramente para o lado do radiante: essa perspectiva permite enxergar meteoros com caudas mais longas e dramáticas enquanto cruzam o céu.
Com reportagem de Fast Company.
Source · Fast Company



