Da cor do cinema para a fotografia

Por décadas, o DaVinci Resolve se consolidou como padrão da indústria para correção de cor em Hollywood — uma ferramenta sinônimo do "look" cinematográfico. Mas com o lançamento do beta da versão 21, a Blackmagic Design tenta um movimento lateral significativo. Ao introduzir uma página dedicada a fotos, o software ultrapassa suas raízes centradas em vídeo para desafiar a hegemonia de longa data do Adobe Lightroom no mercado de imagens estáticas.

Fluxos de trabalho convergentes

O apelo técnico está na convergência de fluxos de trabalho. A nova interface permite importar arquivos RAW de fabricantes como Sony, Canon e Nikon, aplicando às fotografias a mesma ciência de cor sofisticada usada em longas-metragens. Para criadores cansados do modelo de assinatura do Adobe Creative Cloud, o Resolve oferece uma alternativa atraente: uma versão gratuita robusta ou uma licença única de US$ 295 pela edição Studio, que inclui recursos avançados baseados em IA e ferramentas de VFX que o Lightroom ainda não conseguiu replicar.

Transição com atritos

A transição, porém, não é livre de obstáculos. Embora o software seja uma escolha natural para videomakers que eventualmente precisam tratar fotos, fotógrafos profissionais profundamente enraizados no ecossistema Adobe podem estranhar a mudança de interface. O beta atual ainda apresenta os bugs previsíveis de uma versão preliminar, mas sua existência aponta para um futuro em que a fronteira entre ferramentas de imagem em movimento e imagem estática segue se dissolvendo — favorecendo criadores que preferem ser donos do software a alugá-lo indefinidamente.

Com reportagem de Engadget.

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