O bife de domingo está virando artigo de luxo. Com a inflação global corroendo o poder de compra, o setor de carnes enfrenta altas de preço que pressionam o orçamento das famílias. Na União Europeia, o preço médio do gado bovino subiu mais de 25% em apenas um ano, consolidando uma tendência de alta que se intensificou a partir de 2019. Esse cenário de escassez econômica, no entanto, abriu uma janela de oportunidade sem precedentes para a indústria de carne cultivada.

Ao contrário das primeiras tentativas em laboratório — proibitivamente caras e em grande parte intragáveis —, a nova geração de proteínas alternativas atingiu um patamar superior de maturidade técnica e produtiva. Com o refinamento de texturas e aromas, empresas do setor já conseguem emular a experiência sensorial da carne animal com custos de produção em queda acelerada, aproveitando economias de escala que antes eram meramente teóricas.

Um exemplo emblemático dessa transição é a startup espanhola Novameat. Fundada em Barcelona, a empresa utiliza proteína de ervilha amarela para criar cortes que imitam a fibra muscular bovina. Segundo seu fundador, Giuseppe Sconti, a operação de fábricas próprias e a otimização da cadeia de suprimentos permitiram que o produto se tornasse competitivo diante dos preços recordes da carne convencional. O que antes era uma aposta futurista agora se posiciona como solução pragmática para a crise inflacionária no prato.

Com informações de Xataka.

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