O Dezeen Awards, agora em seu nono ano, anunciou a primeira leva de jurados para o ciclo de 2026. A premiação, que funciona como termômetro institucional da comunidade global de design, segue refinando seu foco na interseção entre preservação patrimonial e inovação sustentável. Entre os novos nomes do painel está a arquiteta marroquina Aziza Chaouni, cujo trabalho à frente do Aziza Chaouni Projects e do SoNo Lab se tornou referência em reúso adaptativo no Sul Global.

A nomeação de Chaouni sinaliza o interesse crescente da arquitetura pelos ciclos de vida de estruturas já existentes. Seu portfólio inclui projetos de patrimônio de alta complexidade, como a restauração da brutalista La Maison du Peuple, em Burkina Faso, desenvolvida em parceria com o World Monuments Fund. Ao priorizar a revitalização de sítios históricos em vez das demandas intensivas em carbono de novas construções, Chaouni representa uma virada rumo a uma filosofia arquitetônica mais consciente no uso de recursos e comprometida com a continuidade cultural.

Interiores entre história e contemporaneidade

No painel de interiores, a novidade é Britt Moran, cofundador do Dimore Studio, com sede em Milão. Conhecido por um estilo que se apoia fortemente em períodos históricos para criar espaços contemporâneos, Moran oferece um contraponto às tendências minimalistas que costumam dominar competições internacionais. Ao lado dele estão Benni Allan e a designer Felicia Hung, completando um júri encarregado de identificar projetos que equilibrem ambição estética com longevidade funcional.

Inscrições abertas até maio

A premiação, realizada em parceria com a Trimble, segue como referência central para os padrões em evolução da indústria em arquitetura, interiores e design de produto. As inscrições para o ciclo atual estão abertas até 27 de maio, enquanto o painel se prepara para avaliar um campo global de candidaturas que lida cada vez mais com as complexidades da densidade urbana e do impacto ambiental.

Com reportagem de Dezeen.

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