Uma relíquia dos anos 1970 no espaço interestelar
Por quase meio século, a Voyager 1 serviu como a sentinela mais distante da humanidade — uma relíquia dos anos 1970 lançada pelo silêncio gelado do espaço interestelar. Mas, à medida que a espaçonave se aproxima de sua quinta década de operação, sua sobrevivência se tornou um jogo delicado de triagem técnica. Engenheiros da NASA anunciaram recentemente a desativação de mais um instrumento de bordo, um sacrifício necessário para conservar as reservas de energia cada vez menores da sonda e estender sua missão histórica.
Quatro watts a menos por ano
O desafio está no coração envelhecido da espaçonave: seus geradores termoelétricos de radioisótopos. Essas baterias nucleares, que convertem o calor do plutônio em decaimento em eletricidade, perdem aproximadamente quatro watts de potência a cada ano. A mais de 15 bilhões de milhas da Terra, cada miliwatt é um recurso precioso. Ao desligar sistemas não essenciais, os controladores da missão esperam manter os dados vitais de engenharia e os sensores científicos remanescentes funcionando pelo maior tempo possível.
Um pôr do sol planejado
Essa última medida de economia de energia faz parte de uma estratégia mais ampla, de médio prazo, para administrar o lento ocaso do programa Voyager. Embora a perda de instrumentos individuais reduza a produção científica da sonda, a prioridade continua sendo manter a comunicação. Mesmo em seu estado diminuído, a Voyager 1 segue fornecendo dados sem precedentes de além da heliosfera — uma última transmissão, bruxuleante, vinda do limite do nosso entendimento sobre o sistema solar.
Com reportagem de t3n.
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