A geografia do Brasil — vasta, diversa e frequentemente acidentada — sempre representou um desafio estrutural para as telecomunicações tradicionais. Enquanto as redes de fibra óptica amadureceram nos centros urbanos, a "última milha" até comunidades rurais e polos agrícolas continua sendo uma lacuna persistente. A Starlink, da SpaceX, avança para preencher essa distância por meio de uma nova parceria com a Alares, provedora brasileira de internet com presença significativa no Nordeste, Sudeste e Sul.
A partir de maio de 2026, a Alares vai integrar os serviços de satélite da Starlink ao seu próprio portfólio comercial, permitindo que clientes contratem conectividade diretamente pela plataforma da provedora local. A estratégia mira especificamente regiões onde os custos físicos e econômicos da instalação de fibra são proibitivos. Ao utilizar a constelação de órbita baixa da Starlink, a Alares poderá estender acesso de alta velocidade a localidades remotas que historicamente ficaram à margem por limitações técnicas.
A parceria manterá a estrutura de preços padrão da Starlink, com velocidades entre 100 Mbps e 400 Mbps. Além do uso residencial, a colaboração inclui opções móveis para viajantes e planos multiponto para famílias. Para a Alares, o movimento sinaliza uma virada rumo a um modelo de infraestrutura híbrida, reconhecendo que, na busca por conectividade universal, enlaces orbitais estão se tornando uma alternativa necessária aos cabos terrestres.
Com reportagem de Canaltech.
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