Um novo diálogo arquitetônico em Dakar

No bairro de Mermoz, em Dakar, ao lado do museu dedicado ao ex-presidente senegalês Léopold Sédar Senghor, surgiu um novo diálogo arquitetônico. O escritório Kéré Architecture, sediado em Berlim e liderado pelo vencedor do Pritzker Diébédo Francis Kéré, concluiu a primeira sede projetada de raiz para o Goethe-Institut. A estrutura de dois pavimentos representa uma mudança significativa para a organização cultural alemã, que deixa imóveis alugados para ocupar um edifício permanente, desenhado para refletir as particularidades do contexto oeste-africano.

Terra compactada e porosidade como partido

O edifício se define pelo uso de blocos de terra compactada e alvenaria perfurada — materiais que oferecem regulação térmica natural e conferem à fachada um ritmo texturizado. A planta em formato de L é uma referência deliberada às copas das árvores que historicamente ocupavam o terreno. Ao enquadrar um jardim central e preservar uma árvore madura como ponto focal de encontro, o projeto dissolve a fronteira entre o interior institucional e o espaço público.

Aprendizado como experiência coletiva

A abordagem de Kéré trata o ato de aprender como um empreendimento inerentemente social. O programa integra auditório e salas de aula a espaços flexíveis para exposições e concertos, partindo da premissa de que a cultura se forja no encontro. É uma estrutura que busca ser "enraizada e flexível", oferecendo um ambiente seguro e ao mesmo tempo poroso dentro de um dos polos culturais mais vibrantes do continente.

Com reportagem de Dezeen.

Source · Dezeen